O perigoso significado da vigorexia 02/11/2010 by: Prof. Cortez   É perigoso passar horas malhando nas academias? Ainda não  temos resultados concretos que possam permitir orientações  seguras para os praticantes. Faltam pesquisas, com  acompanhamento a longo prazo, dos prováveis danos associados  à prática exagerada de exercícios físicos nas academias. Pelos  argumentos dos viciados em malhação mesmo que ficasse  cientificamente comprovado os riscos de tais excessos eles não  mudariam de comportamento. Os apelos da vaidade superam  qualquer preocupação com os limites do corpo quando o objetivo  é ganhar, rapidamente, massa muscular e diminuir a gordura  corporal. As pessoas não sabem, ou preferem ignorar, que  receitas de treinamento não são fórmulas mágicas que podem ser  aplicadas de forma indiscriminada sem considerar as diferenças  individuais. O potencial e os limites nos acompanham desde a  concepção e devem ser identificados e respeitados para permitir  uma vida saudável. O Colégio Americano de Medicina do Esporte recomenda , no máximo,  sete horas de exercício físico por semana. Na verdade mais preocupante do que as horas  dedicadas a malhação é como o indivíduo se exercita. A qualidade do treinamento é muito  mais importante do que o tempo disponibilizado para atingir determinadas metas. A grande  maioria dos viciados em malhação age compulsivamente, freqüenta todas as aulas das  academias para transpirar e aumentar a massa muscular. Dispensa as orientações dos  especialistas e persegue, cegamente, seus objetivos estéticos. São incapazes de perceber  sinais do corpo pedindo moderação. As conseqüências deste comportamento emocional  podem ser avaliadas em médio prazo pelo número de indivíduos com lesões nos músculos e  nos componentes das articulações provocadas pelo excesso de uso. Assim como  determinados esportes são responsáveis por contusões típicas da modalidade, no futebol os  joelhos, no tênis os cotovelos, também existem as lesões típicas dos denominados  “marombeiros”. O treinamento pode ser diário, desde que equilibrado com exercícios que  priorizem as necessidades básicas e outros que atendam a objetivos específicos, mas devem  obedecer prescrição individualizada e executados sob orientação de profissionais preparados  para fazer prevalecer argumentos fundamentados em evidências científicas.   A busca irracional de soluções para a imagem corporal, a dependência do exercício,  também  chamada de Vigorexia ou Overtraining, em inglês, é um transtorno caracterizado pela  obsessão pela prática de exercícios físicos. É a transformação de um hábito saudável num  fanatismo que leva ao exagero sem avaliar as conseqüências.   A Vigorexia, considerada pelos especialistas como uma das mais recentes patologias  emocionais estimuladas pela cultura do corpo, é mais comum em homens e se caracteriza  por uma preocupação excessiva em ficar forte a todo custo. Harrisom G. Pope, da Faculdade  de Medicina de Harvard, acredita que o problema está relacionado com a perda de controle  de impulsos e torna compreensíveis os argumentos dos viciados. Se falta bom senso para  alguns alunos também faltam, na maioria das academias, profissionais competentes e  corajosos para ajudar os adeptos do exercício obsessivo.  Prof. Dr. José Alberto Aguillar Cortez,   Responsável pelo Futebol na USP e Coordenador da parceria entre  EEFEUSP e Universidade Worcherster (Inglaterra) www.professorcortez.com.br A obsessão pela transformação do corpo pode prejudicar a saúde.
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